sexta-feira, 11 de maio de 2007

"Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora..."

-

Às vezes eu venho aqui escrever um monte de coisas e nada sai.

¬¬'


domingo, 29 de abril de 2007

"Calo-me.
Por um bom tempo será assim.
Palavras não têm importância - não agora.

Não é pensar. Não é entender." (Olga)

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Pela primeira vez estamos perto e não estamos juntos.

-
Horrível.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

"Eu gosto tanto de
você

Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de
acontecer


Eu acho tão bonito
Isto de ser abstrato
baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
...
E eu vou
sobreviver..."



-

Talvez fosse melhor se tivéssemos sabido permanecer apenas nas idéias...tão intimamente nossas, desde o princípio. (Eu não queria não ter vivido tudo o que a gente viveu...)

Chega a ser engraçado nós termos concluído, logo na primeira conversa, que éramos, os dois, sem limite, intensos (pra tudo e com tudo!) e que essa impaciência, essa ansiedade toda, poderia ser um perigo, para nós e para os outros.

Corremos riscos inutilmente, nos tentamos, nos sufocamos com nossas próprias atitudes, com as nossas palavras, já sabendo que o futuro seria curto demais e só poderia ser vivido se forçássemos as nossas consciências e as subjulgássemos às nossas vontades.

Dito e feito.

Nosso erro foi ir até o meio do caminho.
Nosso erro foi parar no meio do caminho.

Fizemos tudo pela metade, indo contra as nossas características extremas. Tudo demais, sempre e mais..., mas PELA METADE. Oscilamos entre o certo e a vontade como duas crianças indecisas entre chocolate e sorvete. Chegamos na beira do abismo, ficamos com um pé só no chão e, ainda assim, meio desequilibrados, nos viramos.

Viramos, sem querer, as costas um pro outro. Tentando, fingindo não sentir, não querer. Tentando, fingindo viver o que é certo, o que a gente se acustumou a ser, a ter.
E não que seja pouco (de forma alguma!). Nós vivemos situações parecidas: pessoas especiais cruzaram nossos caminhos, percorreram muito ou pouco tempo ao nosso lado, são importantes para nós dois.
Depois, nos cruzamos, num caminho confuso, que parece não estar totalmente construido (e o fim não chegou.). Nos cruzamos e somos, de uma forma inexplicável, um par imperfeito de um sentimento perfeito, perfeitamente sem nome; somos um par perfeito de devastação interna e, de uma forma problemática, externa também.

-
Ainda é cedo, mas eu já tenho saudades (e vontades, e verdades, e desejos...)

-

quarta-feira, 25 de abril de 2007

"Well I guess I'm not that good anymore."

(Always).


Se é pra ser assim, eu vou deixar ser.
Cansei. Parei. Surtei.

-
A nossa falta de limites me consome, me devora, me apavora.
-

Eu só não quero que sejamos qualquer coisa...

-
Me machuca saber que eu vou gostar sempre.

terça-feira, 24 de abril de 2007

(ser), *se* com você.

...
Se é pra desabar, que as palavras venham todas enxarcadas.
-

Hoje foi um dia daqueles.

[Daqueles que a gente sabe que vai chegar. Daqueles que a gente vê, de longe, chegar.]

Aí, quando chega, a gente se queima, se machuca. Acha um pouco de graça e morre de ódios mortais e amáveis. Hoje chegou e foi sufocante, como eu já previa.

-

(Só pra constar: de hoje eu não tiraria nem a Marian'E'. Foi erroneamente PERFEITO.)

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Poder, pode.
Mas acho que não dá.
E, se desse também, vai saber.
Vai saber, se a gente ia querer.
Se a gente ia saber.

Vai, vai saber...
Pode ser que (h)aja.
Pode ser que não.
Vai, vai saber.
Ainda há de haver!

-

'Se afobe não...
nada é pra já!'

.os dias sem você não (ser)iam.

Tanta saudade de você.
Você?
Você!
De verdade, você.
Você de verdade.
O você, de verdade.

-
Você decidiu jogar agora.
Você decidiu jogar agora?




Você decidiu jogar agora!

(Eu achando que você era incapaz.
Você era incapaz?

Você era incapaz!)

.
Be a (GOOD) player.

Play hard.

Keep walking.

(A bengala pode ser substituida, num desenho qualquer, numa brincadeira qualquer...
Você só não pode esquecer que eu não me esqueço de nenhum dos seus detalhes!)

sexta-feira, 13 de abril de 2007

"Brincar é condição fundamental para ser sério".

Eu li e achei fantástica a nossa definição.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Hoje eu me igualei a ela. (Logo a quem eu, na minha imensa certeza de maturidade, chamei de "menina".)

Bom, pago agora as minhas contas, igualando-me novamente a ela ao escrever um pedido de desculpas e uma explicação sobre uma atitude quase, ou totalmente, sentimental, diferentemente dela, que ao escrever justificou atitudes físicas. (Será que eu me fiz entender?)

Explico, mantendo a filosofia da verdade camuflada pelos risos, dizendo que estou no meu limite. Eu resisto às nossas sitações, até mesmo às nossas aproximações..., só não resisto mais a mim, ao meu sentimento/vontade. E, então, tudo bem se não for pra ser. (Nós só não podemos nos "dizer coisas que não são boas de ouvir" como fizemos a pouco.

Finalmente, peço desculpas por alguma palavra mal colocada que o tenha machucado e, também, por tê-lo feito entrar, junto comigo, numa história que já se iniciou cheia de fim.

Eu continuo encantada pela forma como você me deixa ser, me impolga em ser e me satisfaz, simplesmente sendo. (Você sabe do meu gosto pela intensidade...eu já te falei sobre isso alguma vez.). Encantada pelo jeito como fala dos meus sonhos e os valoriza, como se fossem até seus.

É.
É isso mesmo.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Ser com você.

Espero que seja.

-
Eu ando percebendo que a pele não consegue mais se manter distante.
-
Queima, né?!

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Vai ser.

"A vida inteira eu quis um verso simples,pra transformar o que eu digo.
Rimas fáceis, calafrios...
Fura o dedo, faz um pacto comigo.
Num segundo teu no meu, por um segundo mais feliz..."
-
Eu não vou deixar o medo de sentir transformar o que eu sou, o que eu quero, o que é pra ser.As coisas vão sempre acontecer ao seu tempo, é verdade.


E, seja o que for, seja o que vier amanhã...eu estarei de braços abertos, esperando e fazendo sempre acontecer.

?

-
Mas, me entenda. Por favor, me compreenda.
[Chico Pessoa]
-
Todas as músicas se encaixaram com a nossa história e você não viu. Você não viu também que seus braços me fizeram falta, que todos os seus olhares escondidos foram flagrados por mim (eu, com o meu olhar seu pudor, ..., sempre para você.).
Você não viu como eu bebi e falei que estava louca pra te ter de novo, pra te sentir de novo, pra ser de novo. Eu 'preciso, para ser igual' e ser até o fim.
E não viu meus olhos e meus braços e minha boca e minhas mãos e meu corpo inteiro suplicando por você. Não viu a vontade transbordando de mim, as lembranças ecoando em mim, os momentos retornando todos, inteiros, íntegros, TODOS, você não viu.
Prometeria esquecê-lo, jogá-lo, machucá-lo. Prometeria.
Mas,mesmo não acertadamente, vai ser assim...e sempre. [Com ou sem você].
-
Mais uma vez, eu sinto...
Sinto muito, meu amor...
Eu já nem sei se eu tô misturando
Eu perco o sono
Lembrando cada riso teu
Qualquer bandeira
Fechando e abrindo a geladeira
A noite inteira
Eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
Eu preciso dizer que eu te amo, tanto

-
Um encantamento que transborda sem controle. Um tédio inerente da distância, da não-visão.É a vontade infinda de concretizar, de fazer...E é a cura também: a cura de uma alma que vivia-vivendo, era-sendo e fazia-fazendo, sem nenhum motivo para ser feliz.
-

Prazer, sou encantada por você.

Estrala-SER

O mundo me estalando.
Está dentro de mim,










está me convulsionando.

Ser acaso

"Eu sei.
Pelo sentimento.
Pelo envolvimento.
Pelo coração.
Eu sei.
Pela madrugada.
Pela emboscada.
Pela contramão.
Qualquer dia, qualquer hora.
Tempo e dimensão.
O futuro foi agora, tudo é invenção.
Ninguém vai saber de nada.
...
Por qualquer poesia,por qualquer magia,por qualquer razão.
Eu sei.
Tudo por acaso,tudo por atraso.

Mera diversão."

-
Eu te escreveria dizendo outra vez quão bonito você ainda é em mim. Ou até mesmo de como nossos sonhos ainda me perfuram e se fazem de todo apenas meus.Eu te diria tudo isso, sem me desconfortar com a sua ausência. E te diria mais: eu diria que eu me acostumei em te ter. Longe.E eu só escreveria porque ainda sou você. Sem querer e, mais uma vez, você. E você, ridiculamente reificado, não entenderia. Você que não entende.-Você passou, há muito, a ser meu nada-amor.-

Encontrar-SER

Admiro-me com os reflexos seus dentro de mim, em ver-me tão você ainda que sejamos almas antitéticas. Ah! Meu amor...

Essa tristeza racional que me domina em tantos instantes, que me faz querer esquecer a infinidade de realizações egocêntricas que nos proporcionei enquanto sobrevivi aos nossos momentos.Ah! Eu sei que eu já deveria ter-nos concluído da mesma forma como você o fez, tão facilmente.Eu saio brutalmente dividida (Veja bem que eu não consigo passar inteira por essa porta!): certamente uma parte de mim vai seguir em frente, contudo, ah! meu amor!, tantos poréns me deixam presa nessa imensidão, nesse dilúvio intenso de lembranças que formam essa casa onde tenho te encontrado tão pouco...

Uma parte de mim fica perdida nessa casa grande e assombrada por você. (Talvez eu fique vagando pelos quartos à sua espera...) A outra parte passa por essa porta hoje e está aqui no portão, deixando este testemunho e um recado:Caso algum dia você decida sair dessa casa-solidão e chegue ao portão, leia essa carta com o coração terno. Saiba que pode abandonar a minha parte que está aí dentro e esquecê-la. Pode também procurar por mim aqui fora, por essa parte minha que agora anda presa ao vento e segue em mim: é a minha melhor parte e é, em pura verdade, a parte que um dia lhe dei e restituo neste exato momento.Tenho de volta a minha alma.

Eu sei que vivo assim: Sem e Em você!

Refa-SER-me

É verdade. Eu estive com você e vivi momentos ma-ra-vi-lho-sos! Eu não ousaria me enganar ou, mesmo, te enganar.(Você deveria entender esse meu jeito, assim sincero, assim bobo, contando-te tudo o que se passa aqui dentro...).
E, tudo bem! Eu aceito que estejamos longe, distantes, separados não por vontade minha, mas sua. Tudo bem, eu já disse. Nossos objetivos não são os mesmos, mesmo!E seja essa a sua vontade, vá lá! Siga, siga!
Eu não nego que sinto vontades de ser sentida por você novamente nem que, em vários, infinitos, momentos, eu fraquejei e brotou em mim uma tristeza enorme por não ser. E, tudo bem, mais uma vez... TUDO BEM! São as minhas dores e, assim como não peço para sentir minha alegria, não peco pedindo-te para sentir a minha dor. Faço questão de insistir em meus sentimentos, senti-los todos. (Eu sou assim,..., e você, ah! isso você deveria saber!).Pois o que não aceito e, não, NÃO ACEITO, é perceber que, enquanto estive com você, vivi todos os momentos duvidando do que era e, com razão, preocupando-me com o nosso futuro. (Que, a propósito, não existiu...). E não aceito também que agora, depois de tudo acabado, de tantas chances e privações (minhas, que fique claro!), você venha me falar em como agir, em o que fazer, em viver assim ou assado!

Ora, meu amor, por favor! Não me faça ensinar a você o mínimo! Você ainda não sabe, mas se humilha tanto!Não ouse cutucar outra vez, com essa sua mão insensível, com essa mão que tocou em mim como em uma boneca de plástico barata, a minha alma. Eu não aceito! Não e não!(Tudo tem seu valor e você, “gostosão”, você tem um preço, muito barato, por sinal! – Não se ofenda: é apenas uma constatação – visível aos cegos, meu bem!).

Transformar (um) SER

Eu não teria coragem de dizer-lhe amor.Talvez porque nunca tenha existido ou porque eu não tenha sabido, na minha imensa e redundante ignorância sentimental, decifrá-lo.
Por que ainda pulsa?...fincando *injecionalmente* dentro de mim: não contunde, mas faz-se sentir insuportavelmente.

Não sinta que lhe devoto tamanha atenção e que eu seja assim, tão permanentemente altruísta, pensando no bem que faria a você, fazendo um bem-mal (tão mais mal que bem) a mim...(A verdade é que você inspira em mim sensações que eu ainda nem sei sentir...Ai!Que delícia seria se você soubesse sentir comigo...!).

Se algum dia você sentir, me deixe saber! Mesmo que por mim já tenham passado todas as cores do mundo, a sua seria inesquecível...Eu espero para ver a sua alma e decifrá-la há tanto!...(Eu não perderia uma oportunidade, sequer!).- Ora!Por favor... – digo a mim mesma – você não merece tais palavras.

Desfa-SER

Ela, aquela que era eu há algum tempo, perdeu-se em meio ao jogo e o caminho escuro e emputrecido. O caminho daquela esquina, daquele nada. Pois que naquela esquina estava ele, que ele mesmo criara em grãos não há tanto tempo.E ela percorreu o caminho de passagens sujas e de miragens perfeitas. Ela, eu, nós duas chegamos juntas àquele monte de grãos quando ainda estava agregado. Observamo-lo com olhares paradoxais. Ela, escutando os ecos das bonitas palavras maquinalmente repetidas por ele. Eu, conscienciosa como só, tendo como desejo maior perder-me na ilusão dela. ( Minha luta ali estava: querer enganar-me e não conseguir.)Ainda que pelas diferenças entre ela e mim nessa relação antitética que representamos ainda hoje, ilusão e realidade fundiram-se, num não-querer feroz.Nós, enquanto teatralizávamos aquele conflito, vimos o monte de grãos se desfazer. Vimo-lo voar deixando a mancha de um tempo que não foi grande, mas que bastou para criarmos, cada uma em seu mundo, uma vida para a matéria bruta.-Esse tempo, assim fechado, assim escuro, faz agonizar dentro coisas externas. E, em mim, nada mais externo que ele.

Ser SONHO.

"Movidas a sentimentos, feitas de sonhos"
[Olga]

Eu li aqueles olhos e eles não me mentiram. Eu compreendi aquele sorriso de labirintos, eu entendi a (im)perfeição! Mas, para quê enganar o pressentimento de um coração marcado? Para quê ir contra a razão de uma mente real?
Pois eu vivi, sim! E não é um caso específico. É falar de uma vida, falando de você, dele e de mim. Uma vida que não se acabou e nem se fez, mas se repetiu. E as repetições são mesmo banais.
Meu sonho não acabou, adormeceu. Estremeceu. Quebrou. É certo que nunca mais será o mesmo, inocente e forte como foi, mas ainda será o que não sei. Sentir no concreto não é tão fácil e não dói menos. Não é perfeito e nem abstrato. Tudo muito certo, tudo muito claro, tudo muito SER, VIVER, FAZER, ESTAR. Transitório e fixo, antitético: assim mesmo.
"o eco do corpo
no próprio vento
pregado"[Metamorfose - Cecília Meireles]
Uma mudança sem finalidade dita, mas totalmente necessária e de certa forma automática: não havia para onde fugir depois de tudo ter fechado todas as portas, janelas e frestas por onde a luz imaginativa pudesse entrar.
-
Estar em corpo para você e não em alma e vida não me faz e, inegavelmente, não me felicita.
-
O sonho estragou, o começo já não é e o final nem chegou.
(Eu já não espero de você, tampouco por você. Siga, ande, corra para contruir e demolir todas as ilusões do mundo e, no momento certo, veja a sua própria fundir-se em muito de nada. Eu nem quero assistir...)

Tentar (e) ser.

Não é tempo de dizer o que se sente e, vou te contar uma verdade, nunca foi.
As palavras tomaram espaço e condensam abraços!Não é certo e muito menos é justo com quem sabe sentir e QUER sentir a expansão de seu corpo para o corpo de quem se ama. Palavras satisfazem.

Satisfazem-TE...porque me deixam a esperar por muito mais. No meu caso, palavras iludem e sonham. Sonham e voam sozinhas por aí, saindo de uma boca, sussurando em um ouvido. Saindo do vácuo insensível(você) e chegando a mim, esvaziando-me.
E nem sei porque dizer, para que explicar e entender. Mais palavras que tiram de mim o resto que tenho de humano, tiram a parte que oscilo, que tropeço.Viraria um tormento automático...mas, felizmente, não é essa a minha natureza.
E se eu nasci para mais, não vou me contentar com menos e muito menos vou me contentar com você.

Enfim, escrever sobre vazio é vazio e repetitivo mesmo: falta assunto, argumento e finalidade.

Não saber...ser.

"Os teus atos, e não os teus conhecimentos, é que determinam o teu valor "Fitche
Não saber e ser. Eu tenho medo disso e assumo. Mas, assumo mesmo, de peito estufado, de alma lavada. Lavada não, alma suja, cheia de ciscos e imperfeições do sentir, mas com a alma inteira, eu assumo. Morro de medo!
Pense duas vezes, eu estou falando sério. Nada é mais assustador, mais apavorante e estremecedor do que ser alguma coisa que não se define. Não é bom, nem é ruim, muito menos é médio. Começa a ficar com medo dos extremos...ser demais é sempre ruim.
E não tá bom. Hoje não tá bom e ontem..., ontem..., eu nem sei mais de ontem. (É esquisito saber de ontem o mesmo que se sabe de amanhã!).
Eu não sei de mim não sei dos outros e também não sei do cara dos braços que putaquepareo²!
Maré puxando, um braço puxando, uma palavra fixando com cola barata! Não gruda, não cola...mas suja, e ainda faz mal para a pele!
-
Não era para ele, mas sempre acaba lá, do lado, nele.E o pior é que ele está embaixo, ou melhor, abaixo...pertinho do chão mesmo.
Aquelas patas...ai, meu Deus! Aquelas patas...

É difícil ser.

E não fosse somente difícil ser, é ruim ser. E ser diferente ainda é pior.-
Não estou falando de usar diferente. De falar diferente. De comer diferente.
Eu falo de SER. E ser, por si só, já é muito difícil. Achar sua própria personalidade não é das tarefas mais simples.(Bem se vê que algumas pessoas passam a vida toda sendo outras, ou desejando ser.) Mas, também não é disso que eu estou falando. (Nesse caso não é difícil ser, já que não se é, se copia e ilude).
Eu quero falar de ser, e ser diferente. E o diferente que está dentro, e não fora. Se não bastassem as confusões internas,a gente ter de se explicar, se apoiar na fragilidade interior para resistir a exterioridade das pessoas.
Não é fácil. Não é bom. E não é vida, definitivamente não.
Eu falo de resistência e de transparência. Eu falo de sentir a vida, e não a regra social de vida. Eu falo de manter equilíbrios entre o que se DEVE SER e o que SE É. E quer saber?! Não é fácil.
Não é fácil primeiro porque as pessoas não conseguem te enxergar. Elas transformam o seu de melhor em pior. E o pior é muito pior sabendo que é tudo o que se tem a oferecer.
No meu caso, e tão só exclusivamente no meu caso, sentir. Sentir tudo o que vive e o que projeta viver. Sentir tudo. As responsabilidades, inclusive. E sentir também a dor de não conseguir mostrar que as regras funcionam, sim...mas que viver fora das regras não quer dizer ser errado, ou que vá dar errado.
Acaba que se vive em um mundo de palcos, os quais são as diversas situações da vida e de platéias, as quais são as pessoas que projetam em você seus próprios sonhos, suas próprias vontades. E não é que isso seja errado, na verdade isso é ser humano. Mas, não é viver. É responsabilizar o outro por seus próprios desejos. Humano. E ser humano é ser errado e ainda assim, sempre perdoável.
Acontece que dói. E doer não é ruim, e não é bom também. É injusto, isso sempre...(e sempre, nesse caso. Porque dói não naquele que projeta, mas no que é projetado!) E aí está a grande injustiça.
O projetado se submite a isso porque é regra social de vida. E só por isso. Não quer dizer que seja o ideal, e não quer dizer que o projetado não tenha seus próprios desejos. E é ali mesmo que dói.
Os desejos vão ficando para depois, para mais tarde, para amanhã.
Os desejos ficam para os filhos.E, enfim, a regra e ordem social muda. Os projetados se transformam em projetos de felicidade e os filhos deles se tranformam na tentativa.
-
Bom, não é fácil ser. Nem projeto, nem projetado, nem projetador.
Por enquanto sou projeto de alguéns, projetado porque já sou eu quem tenho que viver para alcançar esse projeto e não quero ser projetador de ninguéns, a não ser de mim mesma e da minha imensidão de "ser".

Ser, e não ver.


Mas eu não te amo.
Não ainda. Não quem sabe... Não
agora.
Hoje apenas te desejo.
Minhas palavras não juram nem declaram.
Apenas te acariciam.
Brincam com a sua boca.
Dizem-te para mim.
(Fernanda Mello)

-
Hoje, só hoje, eu deveria ter me dado um tempo. Um "'muito tempo' bem grande" para não me esquecer de mim. Antes de me sentir, me escutar. Ver que som que sai de mim (um agudo ou um grave?!). Preferia uma constante. Mas, bem.
Hoje eu não me escutei, escutei muito dos outros. E dos outros, sobre os outros. Acabei escutando o que deveria sair de mim, e não é o que sai.
Aquele som de saída e de uma conseqüente entrada retumbante.
Mas, infelizmente ainda não é hora.
A entrada vai ficar para mais tarde. O jantar vai começar mais tarde. A recepção vai ter que ser longa porque eu preciso de um "'muito tempo' bem grande" para me achar no meio dessa confusão, dessa multidão que fala, escutar àquelas que vozes me confundem.
Elas não sentem por mim. Elas trocam meus exageros por amor, paixão. E se paixão for fissura, vontade...bom, então economizemos palavras e usemos uma só. Tudo é uma grande paixão.
Elas me deturpam o tempo o todo, dizendo coisas que não sou, não sinto, não quero.
Eu ainda não quero eternidades. Ou "ainda nem vou querer nunca", com esse outro.
Eu escuto aquelas vozes que não me sentem, que dizem o que é inteligível mas pouco, muito pouco sensível.
E o que faço de mim, se não morrer de sentir? E sentir não é sinônimo para sofrer. É só sentir. Na mesma proporção o bom e o ruim(talvez mais o bom que o ruim), as estranhezas da vida.
E não reclamar.
Acho que ando escutando essas vozes porque reclamei. Reclamei da angústia de não ter com quem sentir.
Reclamei, porquê?
Sentir, a gente sente sozinho.
-
Acontece que além do que eu sinto, por mim, sozinha EM MIM...
Acontece que eu também senti o dele. O cara dos braços...
Eu senti o egoísmo...e o resto dele.
-
Estou farta dessas mesmas coisas, o de hoje.
-
Chega.
-
E que fique claro...
eu não amo, eu desejo.

Não ser: parecer.

Fiquei magoado, não por me teres mentido mas por não poder voltar a acreditar-te.
Nietzsche
Eu tive tantos medos, e tantas farças para contrapor. Tantos códigos para decifrar, uns mistérios já vendidos à realidade. Não é fácil, nada é fácil.
-
Aquele cara, dos braços, do desejo, aquele cara, o que me parou veio me dizer mentiras hoje. Me pediu desculpas pelos erros passados e disse que é fraco, não consegue mudar. Aquele cara, querendo me enganar com aquelas palavras mansas, aquele sorrisinho que eu consigo ver por além da tela do computador. Eu vejo a ironia dele. A vontade dele é mesmo muito clara.
E acontece que essa vontade é muito pouco para mim.
Acontece também que eu tenho essa intensidade. Essa vontade louca de tudo. De ter e ser. De fazer, acontecer. De sentir tudo o que está no mundo. E nele. E em mim. E nos outros todos.
-
Vontades não faltam num mundo de desejos.
Vontades nada são no mundo de mentiras.
-
E acabou.

Ser

" De que me adianta fugir ? Melhor seguir até encontrar Ascoisas todas que eu tô
afim.
Eu danço bem e não vou parar
De arriscar o melhor
demim..."
(Marina Lima)


O recomeço pifou. Parou bem ali, no inicinho, naquele caminhozinho escuro de onde não se pode ver o que vai acontecer.
-
Está lá, estragado. Bem paradinho, sem esperanças para seguir em frente.
Vá lá, cheque. Confirme. Meu recomeço ficou no começo.
Não era essa a intenção, mas aquele cara me parou. Me parou com aqueles braços que me cravam os desejos, com aquelas frases repetidas, com aquela voz que me faz falta de madrugada, com aquela esperança de fazer e acontecer de novo.
Foi ele que me parou, e ele é o assassino do meu recomeço. Daquilo que eu precisava, e preciso. Ainda preciso, oras! Claro que preciso! Mas não quero.
Quero ficar aqui, sentada, deitada. Parada. Quero parar e, quem sabe?!, só então vou poder começar.
(Re)começar?
Não quero a mesma história, eu quero um começo, um meio bem longo e um final feliz. A história não quer mudar. É aquele mesmo cara, dos braços que me envolveram, que me envolvem (em mente), que me despedaçam em pedaços miúdos de prazer, de lembrar.
Se fosse fácil, tudo bem. Mas cansa.(E como cansa...).
Pensar assim, sem viver.
Sentir assim, sem ter.
Pensar assim, sem ter.
Sentir assim, sem viver.
É bem difícil, e não compensa. (Pelo menos não agora.). E sabe aquela vontadezinha de saber o que vai acontecer? De saber se ainda vai acontecer? Se o cara dos braços e dos desejos, e dos prazeres, e dos cortes, e da falta, e da voz...Será que esse cara ainda vai acontecer em mim?
Eita, falta danada que faz essa sabedoria de viver os momentos!
-
Ando precisada das exclamações da vida. Tão banal, tão mesmo o que eu vivo.
Preciso dele, para ser igual e fazer diferente.
-
É isso.